15. Once again

Gostaria de começar dizendo que não há nada mais bonito do que a morte.
É a mais certa certeza que se tem, seja na vida ou na sobrevivência. Morrer é puro e infinito, pode levar um segundo ou uma eternidade.
Morro todo dia na tentativa de aprender a viver. 
Vivo todo dia na esperança de aprender a morrer.
As pessoas estão o tempo todo preocupadas em como será o final que as vezes se perdem logo no começo.
Por que sofrer pelos que se foram?
Talvez não seja pela sua partida enfim, e sim pela nossa permanência nessa eterna indecisão.
A vida é irreal, superestimada e cheia de importâncias errôneas atribuídas
porque é no ato de morrer que está o verdadeiro mistério.
Ninguém morre pra viver, todos vivem pra morrer.
E é por isso que causa tanto dor: porque é a única coisa que está absolutamente fora de qualquer controle.
Quando criança eu vi a morte de longe; a sua sombra me acompanhou por anos a fio, como uma companheira fiel que nunca pode ser ignorada.
E eu sofri! Sofri por tudo que senti, mas nunca sofri por ela.
Ninguém sofre pela morte em si.
O sofrimento vem pelas lembranças do que foi e pensamentos do que não vão ser.
As lágrimas são da saudade de não poder mais estar.
O desespero é só culpa.
Culpa por não poder evitar; culpa por não conseguir abandonar; culpa por não ter feito algo a mais; culpa por não ter estado onde devia... Culpa!
A morte é pura e infinita. Ela te beija de repente ou te abraça aos poucos.
A morte é etérea, é eterna, é profunda e é divina.
A morte é a mais real expressão da perfeição.

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Metas 2015

  • Fazer 4 tatuagens.
  • Emagrecer.
  • Dar início ao projeto da minha linha de lingerie.
  • Conhecer pessoas.
  • Conhecer a mim mesma.
  • Aprender a desenhar.
  • Aprender a costurar.

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